Cultura

A VILA

A Lousã possui uma quantidade surpreendente de palácios e solares, sobretudo atendendo à sua pequena dimensão. A vila prosperou particularmente durante o séc. XVIII, época em que muitas famílias nobres edificaram as suas moradias no sopé ensolarado da serra; construções de traçado fino em estilo barroco ou neoclássico, caracterizadas pelas amplas fachadas, com belas cantarias e portais trabalhados, onde se destacam os brasões de família. Estas quintas com solares, revelam a forma de vida adoptada pela fidalguia rural da época. Marcam presença nos arredores da vila e em particular no seu centro histórico. Destacam-se entre elas o palácio dos Salazares ou do Visconde de Espinhal, o solar dos Montenegro, o palácio dos condes de Foz de Arouce, o solar dos Quaresma ou a Quinta de Sta. Rita entre tantas outras. A Capela da Misericórdia, é o edifício mais antigo do núcleo histórico remontando à era quinhentista.

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Junto aos Passos do Concelho - um belo edifício recheado de azulejaria barroca -, encontra-se um estranho pelourinho, classificado como monumento nacional, curioso pela originalidade de possuir quatro faces humanas, dois rostos masculinos e dois femininos, cuja significação poderá relacionar-se com tradições arcaicas de ordem mistica e simbólica.

O concelho possui um acervo de azulejaria interessante disperso por várias igrejas, jardins, casas nobres, passos do concelho e estação dos caminhos-de-ferro.

Jardins e praças do concelho são ainda pontuados por obras escultóricas de vários autores.

Em Serpins destacam-se duas pontes, a Ponte velha, com origem no séc. XIV cuja construção é feita de pedra rolada xisto e argamassa, e a Ponte do Caminho-de-Ferro, uma obra de Gustave Eiffel.

A ponte de Foz de Arouce não é menos interessante, remonta a finais Idade Média, o que a torna uma das mais antigas pontes da região centro.

Junto a esta ponte encontra-se um padrão comemorativo da vitória sobre as tropas francesas em 1811, quando das invasões napoleónicas, no combate que ai se travou.

O Santuário da Sra. da Piedade constitui um monumento religioso de interesse com um enquadramento natural de excepção.

A Igreja de S. Pedro em Vilarinho data de 1750 com uma elegante torre em grés vermelha e peças escultóricas datáveis do século XVI.

A Igreja Matriz, dedicada a São Silvestre, padroeiro da vila, é um edifício que embora recente nos encanta, tanto pela sua arquitectura como pelo aprazível largo fronteiro.

Vários museus permitem um conhecimento mais aprofundado da história, tradições e cultura locais, designadamente, o Museu Etnográfico, ou o Museu Prof. Álvaro Viana de Lemos.

O CASTELO

A poucos quilómetros do centro da vila, o castelo da Lousã, com mais de 2000 anos de história, é seguramente um dos mais belos de Portugal. Localizado num vale que dir-se-ia encantado, compõe um cenário digno de um romance de cavalaria. A sua configuração de aspecto bélico, revela-se entre arvoredos que trazem à memória os primórdios da nacionalidade. As suas origens estão envoltas em lendas, e se não as houvesse teriam de se lhe inventar pois o Castelo, o vale com a ribeira que ali corre, a densa floresta e as íngremes encostas, parecem estar para lá da realidade.

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AS ALDEIAS

São 24 as aldeias que integram a Rede das Aldeias de Xisto e 10 delas estão na Serra da Lousã.

Herança da vida árdua dos povos que teimosamente combateram a escassez de recursos numa terra que subsistia apenas da agricultura e da pastorícia. Símbolo da rudeza das gentes que aqui habitavam, as aldeias – hoje desertificadas – são na simplicidade da sua arquitectura em que impera o xisto, um exemplo acabado da mais perfeita integração com o ambiente.

Deixe-se encantar por estas aldeias tradicionais, escondidas entre montanhas de vegetação frondosa, e por suas casas de pedra tão características.

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Loja Aldeias do Xisto - Candal

A Rede de Lojas das Aldeias do Xisto é um projecto global de promoção dos produtos artesanais e agro-alimentares, assente numa rede integrada de comercialização em estreita parceria com os produtores e artesãos locais.

Na Rede de Lojas Aldeias do Xisto vendem-se produtos genuínos de qualidade seleccionada. Do tradicional ao moderno, estes artigos realizados manualmente por artesãos, são inspirados pelas gentes e cultura do coração de Portugal.

Na Lousã encontra uma destas lojas na aldeia do Candal, com uma vasta gama de produtos artesanais da marca Aldeias do Xisto, à sua disposição; doces, licores, vinhos, enchidos, mel, e também artesanato, tradicional ou contemporâneo, em peças únicas de autor.

A Loja Aldeias do Xisto do Candal é gerida por um pequeno grupo de artesão de áreas diversas e o trabalho ao vivo no espaço da loja pode ser apreciado quase diariamente.

 

NEVEIROS REAIS

Sto. António da Neve

Os Neveiros Reais eram poços de armazenamento de neve onde esta era calcada e conservada até ao Verão, altura em que era transportada para a corte em Lisboa.

Dos sete poços originais somente restam três que pela sua raridade foram considerados imóveis de interesse público.

A grande altitude o lugar proporciona uma bela vista sobre a paisagem.

Junto aos poços, a Capela se Sto. António data do último quartel to século XVIII.

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Utilizando escadas de mão, feitas em tosca madeira, os homens desciam ao fundo destes poços – que então tinham uma profundidade superior a uma dezena de metros – e à medida que neles iam sendo despejadas as cestas com neve iam calcando esta com pesados maços de madeira.

Empedernida, isolada entre os paredões alisados pelo estuque, coberta depois de palha e fetos, a neve conservava-se nesses amplos reservatórios, até ao Verão.

Quando chegava o tempo quente, a neve era cortada e seguia em grandes blocos para Lisboa. 

O transporte era feito, numa primeira etapa, em ronceiros carros de bois. Apenas três ou quatro desses grandes blocos podiam ser carregados nessas robustas carroças e eram cuidadosamente envolvidos em palha, em fetos, mesmo em serapilheiras ou, ainda, metidos em caixotes. Mesmo assim, diz o testemunho oral que muita neve se perdia pelo caminho penosamente percorrido através dos tortuosos carreiros da serra.
Em Miranda do Corvo fazia-se a primeira muda dos animais e depois os carros partiam para Constância onde, da via terrestre, se passava para a via fluvial seguindo de barco até ao Terreiro do Paço.

A partir de certa altura o gelo passou a ser comercializado em alguns estabelecimentos de Lisboa. Um dos primeiros foi o actual restaurante Martinho da Arcada, que em tempos se chamou Casa da Neve e cujo proprietário era Julião Pereira de Castro.

Foi Julião Pereia de Castro quem mandou erigir a Capela de Sto. António que vemos junto aos poços e onde se pode ler a inscrição “Esta capela do glorioso Santo António de Lisboa a mandou fazer Julião Pereira de Castro reposteiro do nosso reino da câmara de sua Magestade e neveiro de sua Real casa em terra sua ano 1786.”

Na aldeia do Coentral viveram os neveiros e os trabalhadores desta actividade. Um desses homens foi Julião Pereira de Castro e era ele que contratava na aldeia os trabalhadores – homens, mulheres e crianças. Os homens trabalhavam no interior dos neveiros, as mulheres e crianças andavam pela envolvente dos poços para recolher a neve. Quando nevava no Sto. António da Neve, os habitantes do Coentral, como não conseguiam vislumbrar a vertente dos neveiros, dependiam da ajuda dos habitantes dos Povorais (aldeia serrana de Góis localizada nos Penedos de Góis – defronte do Sto António da Neve) pois estes conseguiam ver a neve e acorriam à capela do Sto António da Neve para tocar o sino e assim avisar os Coentrenses.

O Lugar de Sto. António da Neve é palco anual de um evento com raízes antigas, “O Encontro dos Povos Serranos”. Um evento que reunia no alto do St. António as populações que viviam na Serra. Servia sobretudo para fomentar o convívio, o comércio de géneros e gado, a resolução de todo o género de problemas.

Esta tradição é hoje sobretudo um convívio fraterno e um exemplo do que de melhor e mais genuíno existe nas gentes das várias vertentes da serra que ali no alto se reúnem.

ECOMUSEU DA SERRA DA LOUSÃ

O Ecomuseu da Serra da Lousã - Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques, propõe ao visitante uma viagem a um Portugal remoto, interior e rural; uma descoberta que se faz pelo conhecimento de usos, costumes, saberes, e tradições antigos. 

O modo de vida, o engenho e as artes das gentes, são uma história contada através de objectos de uso quotidiano, dos trajes, e das alfaias agrícolas.

No piso térreo encontram-se representadas as profissões, os trajes, uma variedade de utensílios usados na lavoura e um conjunto de peças de olaria tradicional.

No primeiro piso, diferentes núcleos museológicos são dedicados às várias artes e dos ofícios tradicionais como a  cozinha serrana, o pão, o azeite, o ferreiro, o mel, os têxteis ou o queijo.

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PARQUE BIOLÓGICO

DA SERRA DA LOUSÃ

A 10 Km de distância, a Quinta da Paiva, em Miranda do Corvo, constitui uma oferta turística multifacetada que associa a educação ambiental ao enaltecimento de valores e tradições culturais da região. Inclui um parque de vida selvagem e uma quinta pedagógica.

Uma mostra tecnológica sobre produção de energia com base nas fontes endógenas visa sensibilizar os visitantes para a temática da protecção do meio ambiente, sendo o único parque do género no país a dedicar especial atenção às energias renováveis.

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COIMBRA

A 28 Km., Coimbra. Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal, da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País, uma das mais antigas da Europa.

O grande espaço museológico de Coimbra por excelência é o Museu Nacional de Machado de Castro junto à Sé Nova, instalado no antigo Paço Episcopal da cidade. Considerado um dos mais importantes museus do país, possui colecções importantes de pintura, escultura, ourivesaria, cerâmica e têxteis.

A universidade possui também colecções museológicas de raro valor, destacando-se as colecções de instrumentos científicos dos séculos XVIII e XIX do Museu de Física, e as colecções de Antropologia, Zoologia, Botânica e Mineralogia do Museu de História Natural. Recentemente, estas colecções foram agrupadas no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, que é assim um dos núcleos museológicos de ciência mais importantes a nível europeu.

Coimbra é também uma cidade de arte, existem 31 galerias de arte espalhadas por toda a cidade, que receberam mais de 200 000 visitantes em 2003, segundo dados do INE.

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CONÍMBRIGA

A 27 Km de ditância, Conímbriga é uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em Portugal. Classificada Monumento Nacional, é a estação arqueológica romana mais bem estudada no país. A estação inclui o Museu Monográfico de Conimbriga, onde estão expostos muitos dos artefactos encontrados nas escavações.

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Conímbriga localizava-se na via que ia de Olissipo (actual Lisboa) a Bracara Augusta (actual Braga). Foi ocupada pelos romanos durante as campanhas de Décimo Junio Bruto, em 139 a.C..

No reinado do imperador César Augusto (século I), a cidade sofreu importantes obras de urbanização, tendo sido construídas as termas públicas e o Forum.

Nos finais do século IV, e com o declínio do Império Romano, foi construída uma cintura muralhada de defesa urbana, com cerca de mil e quinhentos metros de extensão; o carácter rústico da sua construção é revelador da urgência colocada na sua execução evidenciando o clima de tenção face ao eminente ataque dos povos bárbaros.

No contexto da profunda crise política e administrativa do Império, Conimbriga é capturada e saqueda pelos Suevos em 464, sofrendo novo assalto em 468, o que levou a que paulatinamente a cidade fosse sendo abandonada. A partir da vitória dos Visigodos sobre os Suevos, a cidade acabou por perder o seu estatuto de sede episcopal para Aeminium (hoje Coimbra), que possuia melhores condições de defesa.

PIÓDÃO

A 50 Km de distância, no concelho de Arganil, encontra-se a aldeia do Piódão, uma das mais belas de Portugal, com origem na Idade Média, esta aldeia histórica está classificada como Imóvel de Interesse Público.

Enquadrada pela Paisagem Protegida da Serra do Açor, o contraste entre o negro das casas de xisto e o branco da sua Igreja Matriz é uma das características mais marcantes da aldeia.

A Igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição foi construída no Séc. XVII e reconstruída no final do Séc. XIX. A sua arquitectura é composta por quatro finas torres cilíndricas rematadas por cones. No centro ao cimo, encontra-se a imagem da santa padroeira.

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